5 dicas sobre o que não fazer em campanhas de marketing político digital

5 dicas sobre o que não fazer em campanhas de marketing político digital

As eleições de 2010 e 2012 no Brasil mostraram a necessidade da evolução que o País tem quando o assunto é Marketing Político Digital. Na tentativa de repetir o sucesso da campanha de Obama nos Estados Unidos, nestes dois últimos anos de eleições brasileiras o que se percebeu foram o desencontro entre as mídias tradicionais e sociais; a falta de banda larga adequada; a falta de conhecimento e cultura de política na internet; e até mesmo, a desatualização de conteúdo no cotidiano das campanhas, em um universo em que o brasileiro está cada vez mais conectado.

Cada país tem a sua regra e o seu público, por isso, contar com a receita do que deu certo nas eleições americanas passadas pode servir de inspiração, mas não como referência. O sistema eleitoral brasileiro tem suas peculiaridades e difere da forma como os aportes de financiamento de campanha funcionam na terra do Tio Sam. A cabeça do eleitor brasileiro também pensa diferente do eleitor norte-americano. Mas, ficar fora do ambiente político digital é um erro, já que é uma realidade vivenciada e estudada por muitos profissionais e que veio para ficar nestas eleições de 2014. Para atuar nessa área, não basta replicar sua estratégia offline no online. É preciso planejamento unido ao bom senso para evitar cinco pontos que podem ser cruciais em uma campanha e afundar a candidatura de um político. Veja quais são eles:

 

1 – Não se planejar

Não dá para começar a se pensar no marketing digital da campanha próximo às eleições. Como vimos neste post, há muitas regras a se seguir na hora de estabelecer a estratégia da campanha e deixar para construir sua base de contatos e influenciadores na última hora, sem poder utilizar recursos de mídia, por exemplo, que são proibidos no período eleitoral, pode não surtir o efeito esperado.

 

2 – Não ter um time capacitado

O profissional que atuar com marketing político digital precisa entender o atual cenário da comunicação e propaganda na internet; conhecer bem o seu público e comportamento; saber como tirar proveito da análise de dados; e não ter medo de tomar decisões.

 

3 – Não fazer militância fora do período eleitoral

O trabalho de um candidato ou partido deve ser contínuo. De nada adianta investir em campanhas digitais se após as eleições, seu público falar sozinho na internet. Utilizar as mídias sociais a favor do trabalho e do mandato do político permitirá que se compreenda o que sua audiência está falando, sendo possível uma tomada de decisão mais assertiva com base nas necessidades das pessoas.

 

4 – Não falar muito e ouvir mais na internet

Escutar o que as pessoas têm a dizer ao invés de fazer inúmeras promessas ou somente autopromoção ajudará na hora de elaborar novos projetos e fará com que o público se identifique com as ideias propostas.

 

5 – Não usar estratégias de massa

A falta de personalização, por meio de respostas prontas, é um dos motivos que pode irritar o eleitor na internet. O diferencial é falar especialmente com cada pessoa, de maneira individual. Além de demonstrar atenção, o eleitor perceberá a atenção dedicada a ele.