Compartilhar

Redes sociais antecipam conversas sobre a COP30 na Amazônia; e o que as marcas têm a ver com isso?

Redes sociais antecipam conversas sobre a COP30 na Amazônia; e o que as marcas têm a ver com isso?

Tudo! Sim, pois com a dinâmica em que as redes sociais promovem discussões de diferentes temas a quase todo momento, interpretar contextos, sentimentos e tons de conversas que circulam em torno de grandes eventos globais, é uma habilidade estratégica fundamental para marcas.

O estudo Termômetro das Redes: COP30 Amazônia, desenvolvido pela Polis Consulting em parceria com a agência AND, ALL e a P&R Comunicação Estratégica,  mostra como a COP30, que neste ano será sediada em Belém, no Pará, já movimenta e antecipa as conversas sobre o evento no ambiente digital, e quais narrativas também estão em jogo.

Para entender nas conversas o que é dito, como, por quem e com que intenção, foram coletadas 376 mil menções espontâneas sobre “COP30” e termos correlatos, no período de janeiro de 2024 a março de 2025 em portais de notícias, fóruns e redes sociais via Brandwatch, como uma das fontes do estudo.

E mais: o estudo aponta que 61% das conversas ocorreram no X (ex-Twitter) e que 27% delas possuem teor negativo.

A escuta atenta de diálogos em temas como esse, expõe como a COP30 pode ser percebida por diferentes grupos e como os discursos sobre sustentabilidade, meio ambiente e transição energética, por exemplo, são mobilizados politicamente nas redes sociais antes mesmo do evento acontecer.

É comum que em contextos como o da COP30, lideranças indígenas, ativistas, políticos e organizações socioambientais costumam ser destaques como protagonistas dos diversos eixos de conversas e narrativas em torno do tema. Por outro lado, nomes importantes por trás de instituições e marcas ainda podem ocupar posições um pouco mais discretas nesse cenário.

Em uma sessão no estudo dedicada a highlights e insights, sugere-se que havendo simetria entre a imagem projetada e a realidade, marcas que desejam participar das conversas precisam fazer de modo contextualizado, fundamentado e sensível às tensões do ambiente digital.

Assim, percebe-se o social listening como ferramenta de inteligência social para, por exemplo, ter a oportunidade de uma participação qualificada em conversas públicas e globais também como papel estratégico para as marcas.

Identificar polarizações, mapear tendências e mudanças de percepção do público em tempo real são recursos que o monitoramento estratégico pode entregar em qualquer que seja o contexto, promovendo, assim, oportunidades para engajamento de forma contextualizada, relevante e, principalmente, ética. 

Eventos globais com forte apelo socioambiental, como este que se dará no coração da Amazônia, a escuta social estratégica, ativa, feita com intenção e atenção, dá às marcas a chance de compreenderem a complexidade dos ambientes sensíveis nos quais pretendem entrar.

Isso significa pensar e agir para além da publicidade comum e cotidiana, reconhecendo os sentidos e valores de debates essenciais à humanidade que ganham palco e discussões acaloradas no ambiente digital antes mesmo das suas datas oficiais.

Em um cenário em que consumidores atentos exigem posturas e ações cada vez mais coerentes e firmes das marcas, o silêncio ou simplesmente um discurso genérico e pobre de fundamentação já não são mais opções.

Para as marcas, COP30 será mais do que uma conferência climática de tom político e ativista: será um espaço para narrativas de futuro. E lá, nas redes sociais, já pode ser possível saber quais vozes e posicionamentos o público e os consumidores esperam ouvir.

Para finalizar, a pergunta que fica para refletir é: a COP30 e todos os seus importantes temas, faz sentido para sua marca?

Autor(a): Thiago Carvalho, Coordenador de Marketing do Grupo Polis Consulting

 

As opiniões expressas neste artigo são de exclusiva responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do IAB Brasil.

 

TAGS DO POST