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Mercado maduro

Mercado maduro

As perguntas que nos fazemos hoje são diferentes das que ouvíamos há sete ou oito anos. E isto é bom!
O mercado publicitário brasileiro já não pode prescindir do planejamento em redes sociais. Seja na programação das emissoras de TV, nos artigos nas revistas e jornais ou no mobiliário urbano, o consumidor de conteúdo não se contenta com o que lhe é apresentado nas grandes mídias tradicionais. Discutir o último capítulo da novela, o jogo da rodada, a polêmica no Congresso Nacional… qualquer destes assuntos encontra uma ressonância que nunca foi tão identificada, amplificada e mensurada.

O que o mercado publicitário ainda luta para entender é como estes hábitos se traduzem em engajamento e, no final do dia, vendas. E agora o problema não é mais a ausência de ferramentas ou a falta de parâmetros, como vimos em 2007 ou 2008, mas exatamente o contrário: Com a proliferação de ferramentas, a compreensão de como é possível medir o que se fala e o que vê nas redes passou a ser primordial e vivemos o outro lado do pêndulo. O input que as redes sociais dão para diversas áreas do negócio passou a ser peça fundamental da estratégia e quem não entende o que se fala nas plataformas pode acabar fora da conversa – e da consideração do consumidor.

Chega a hora em que os investimentos a serem feitos no digital passam a ser maiores do que só um site, uma página no Facebook e um estagiário cuidando do Twitter. Ferramentas de pesquisa e monitoramento que indicam o tempo gasto dentro das plataformas, quem viu o quê e foi para onde, engajamento com o conteúdo postado, entre outros parâmetros, já devem fazer parte do orçamento das agências e clientes – e profissionais com boa formação para utilizar estes números com segurança e capacidade também são necessários.

Relatórios de SAC 2.0, monitoramento de conversas sobre produtos e serviços e as repercussões de lançamentos (e recalls) nas redes sociais influenciam a imagem que os consumidores têm sobre as marcas. Mais do que nunca pesquisa-se antes de tomar a decisão de compra, com celular em mãos e redes sociais plugadas o tempo inteiro

O mercado já está maduro o suficiente para que grandes empresas tenham diretores e VP’s de Social Media, para que agências tenham profissionais dedicados e até departamentos específicos para planejar, executar e mensurar as ações nas redes sociais. E isto custa mais caro que o sobrinho estagiário ou a empresinha baratinha que faz um bloguinho.

A primeira geração de analistas de social media já alcança um patamar mais sênior e as lições aprendidas na época romântica devem ser aplicadas com profissionalismo. E as escolhas passam a ser mais difíceis: Abrir mão de uma pesquisa de TV para implementar uma ferramenta de mensuração de plataformas digitais? Incrementar a área de Business Intelligence? Contratar um fornecedor especializado em conteúdo, que implementa a estratégia desenhada na agência, ou ter uma equipe interna que produza sob demanda?

Estas perguntas devem continuar a ser feitas e as respostas unânimes serão cada vez mais difíceis. Mas isto mostra a maturidade que o mercado está alcançando e que estamos em uma nova fase. Não dá para navegar nestas novas águas com mapas antigos.